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095 - Salário-maternidade pode ser ampliado

Projeto de Lei 6746/25 propõe ampliar o salário-maternidade para avós, bisavós e irmãos maiores. Entenda os impactos para a advocacia previdenciária.

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PREV NEWS | EDIÇÃO #095
hoje é um bom dia para começar diferente 🎯

bom dia. nem todo dia começa perfeito, então lembre-se de que você não precisa de grandes mudanças para gerar grandes resultados, basta um passo com intenção. o que você decide fazer agora, mesmo que pareça pequeno, já te coloca à frente de ontem.

Salário-maternidade pode ser ampliado: projeto inclui avós e irmãos

pauta da vez

Imagem: iStock

O salário-maternidade pode ganhar um novo alcance e isso muda diretamente a forma como o benefício é acessado em situações familiares críticas.

O Projeto de Lei 6746/25 propõe ampliar a cobertura do benefício para garantir o pagamento a avós, bisavós ou irmãos maiores de idade que assumam a responsabilidade pela criança em caso de falecimento da mãe.

Mais do que uma alteração pontual, a proposta sinaliza um movimento importante: o reconhecimento jurídico de estruturas familiares que já são realidade no Brasil.

QUAL É A MUDANÇA PROPOSTA?

Atualmente, a legislação previdenciária prevê a transferência do salário-maternidade prioritariamente ao cônjuge ou companheiro sobrevivente. O Projeto de Lei 6746/25 amplia esse rol.

Pela proposta, poderão receber o benefício:

  • avós e bisavós (ascendentes);

  • irmãos maiores de idade (descendentes colaterais), inclusive de outros vínculos familiares.

Desde que haja:

  • guarda;

  • tutela; ou

  • curatela reconhecida judicialmente.

Na prática, o projeto busca preencher uma lacuna legal relevante, especialmente em famílias monoparentais ou em contextos onde não há cônjuge sobrevivente.

O QUE MUDA NA PRÁTICA?

O texto estabelece que o benefício será pago pelo período restante a que a mãe teria direito originalmente.

Além disso:

  • não será permitido o recebimento por mais de um responsável;

  • o pagamento deverá ser feito preferencialmente em conta do titular da guarda.

Ou seja, não se trata de um novo benefício, mas da continuidade da proteção previdenciária, agora direcionada a quem efetivamente assume o cuidado da criança.

QUAL É A CONTROVÉRSIA (OU O PROBLEMA ATUAL)?

Hoje, na ausência de cônjuge ou companheiro, muitos familiares enfrentam dificuldades para acessar o benefício.

Na prática, isso gera:

  • insegurança jurídica;

  • necessidade de judicialização;

  • demora no acesso a recursos essenciais.

O projeto surge justamente para enfrentar esse cenário.

Como destacou o autor da proposta, deputado Duda Ramos:

a ausência de previsão legal expressa acaba obrigando familiares a recorrer ao Judiciário para garantir a subsistência do recém-nascido.

O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSA MUDANÇA?

Mais do que uma ampliação de beneficiários, o projeto revela uma tendência: o Direito Previdenciário sendo pressionado a se adaptar à realidade das famílias brasileiras.

Em muitos casos, a responsabilidade pelo cuidado da criança recai imediatamente sobre:

  • avós;

  • irmãos mais velhos;

  • outros membros do núcleo familiar.

Sem previsão legal clara, esses casos ficam à margem da proteção previdenciária. o que contraria a lógica de proteção social do sistema.

QUAIS PODEM SER OS IMPACTOS?

Se aprovado, o projeto pode repercutir diretamente em:

  • Redução da judicialização para concessão do salário-maternidade;

  • Ampliação do acesso ao benefício em famílias não tradicionais;

  • Maior segurança jurídica para concessões administrativas;

  • Novas teses em casos já judicializados;

  • Reavaliação de indeferimentos anteriores.

Além disso, abre espaço para uma atuação mais estratégica em casos sensíveis, especialmente envolvendo guarda de fato e situações emergenciais.

E OS PRÓXIMOS PASSOS?

O Projeto de Lei 6746/25 tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões:

  • de Previdência e Assistência Social;

  • de Infância, Adolescência e Família;

  • de Finanças e Tributação;

  • e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Ou seja, ainda há caminho até uma eventual aprovação, mas o tema já merece atenção.

Diante desse cenário, qual é hoje o seu principal ponto de atenção?

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PARÁGRAFO ÚNICO

Um resumo rápido, em apenas um parágrafo, do que mais foi notícia no direito previdenciário nos últimos tempos.

  • Prazo para contestar descontos do INSS termina hoje (20): aposentados e pensionistas têm até esta sexta-feira, 20 de março de 2026, para contestar descontos associativos não autorizados em seus benefícios. A etapa é essencial para garantir o direito ao ressarcimento corrigido oferecido pelo Governo Federal.

  • Câmara aprova INSS obrigatório para pós-graduandos: a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a contribuição previdenciária de bolsistas de pós-graduação no Brasil. A proposta inclui mestrandos, doutorandos e pós-doutorandos como segurados do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), garantindo acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. O texto segue agora para análise do Senado.

  • CPMI do INSS fará leitura e votação do relatório na próxima semana se não houver prorrogação: o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), definiu a próxima quarta-feira, 25, e a próxima quinta-feira, 26, como os dias da leitura e da votação, respectivamente, do relatório final da comissão caso os trabalhos do colegiado não sejam prorrogados.

  • CPMI aponta indícios de fraude após suspensão de acordo do C6 com INSS: a suspensão do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que impede a realização de novos empréstimos consignados do Banco C6 Consignado S.A. junto ao INSS e a determinação para que a instituição devolva cerca de R$ 300 milhões a aposentados e pensionistas são apontadas por parlamentares da CPMI do INSS como indicativos de possíveis cobranças indevidas. O assunto foi abordado durante depoimento como testemunha, nesta quinta-feira (19), do CEO do banco, Artur Ildefonso Brotto Azevedo.

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Você não precisa estudar mais. Precisa aprender melhor.

carreira

Imagem: iStock.

No Direito Previdenciário, é comum a sensação de estar sempre um passo atrás. Novas teses surgem, alterações legislativas acontecem com frequência e os entendimentos dos tribunais mudam rapidamente. Diante disso, muitos advogados reagem da mesma forma: buscam mais conteúdos, mais especializações… 

O problema é que, na maioria dos casos, não é a falta de informação que limita o crescimento, é a dificuldade de transformar a própria rotina em aprendizado consistente.

O PROBLEMA NÃO É A ROTINA, É O APROVEITAMENTO DELA

Ao longo de uma semana comum, você provavelmente se depara com:

  • indeferimentos administrativos;

  • dúvidas em cálculos;

  • decisões que fogem do padrão esperado;

  • dificuldades na definição de estratégia processual.

Essas situações, por si só, têm um enorme potencial de aprendizado. Ainda assim, na prática, costumam ser tratadas apenas como tarefas a resolver, e não como oportunidades de evolução.

Quando isso acontece, o resultado é claro: muito trabalho, pouca evolução.

O QUE MUDA NA PRÁTICA

A diferença entre advogados que evoluem de forma consistente e aqueles que permanecem no mesmo nível está na forma como lidam com essas experiências. Quem cresce não necessariamente estuda mais, mas observa melhor.

Isso significa:

  • analisar o motivo real de um indeferimento, em vez de apenas recorrer;

  • extrair padrões de decisões judiciais, e não tratá-las como casos isolados;

  • revisar cálculos com olhar crítico, buscando entender onde estão os erros;

  • ajustar estratégias com base no que a prática revela.

Com o tempo, esse comportamento constrói algo que nenhum curso entrega sozinho: repertório estratégico.

A PERGUNTA QUE DEFINE O SEU RITMO DE CRESCIMENTO

No fim, a reflexão é simples:

Você está apenas trabalhando…
ou está usando o seu trabalho como ferramenta de evolução?

Hoje, qual desses melhor descreve sua rotina profissional?

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Checklist desta sexta-feira

Veja algumas recomendações que valem o seu tempo, cada uma com uma proposta! 

✅ CINEMA: se você quer um filme que vai te emocionar de verdade, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet transforma o luto de uma família em uma história sensível e poderosa.

LEITURA: Alchemised mergulha em um mundo brutal de necromancia e segredos, onde uma mulher sem memória pode ser a chave para derrubar todo um sistema.

SÉRIE: você gosta de romance épico com drama histórico? Então Outlander entrega uma despedida intensa na sua última temporada. 

CURIOSIDADES: Por que os feirantes vendem os ovos em dúzias? E por que uma hora tem 60 minutos? Conheça o mundo das bases numéricas alternativas.

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até sexta!

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