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116 - Negativas do INSS aumentam 70% em 2026

Foram 4,3 milhões de indeferimentos no semestre, com forte concentração nos benefícios por incapacidade.

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PREV NEWS | EDIÇÃO #116
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bom dia. use a caneca bonita, vista a roupa que você guarda e comemore as pequenas conquistas. às vezes, a ocasião especial que tanto esperamos é apenas uma quarta-feira comum de agosto.

INSS negou mais benefícios do que concedeu em 2026

pauta da vez

Imagem: iStock.

O número de pedidos de benefícios negados pelo INSS aumentou 69,8% no primeiro semestre de 2026, ampliando um cenário que exige atenção da advocacia previdenciária.

Entre janeiro e junho, o instituto registrou 4.319.336 indeferimentos, contra aproximadamente 2,54 milhões no mesmo período de 2025. As negativas já superam as concessões e estão concentradas, principalmente, nos benefícios por incapacidade.

Confira os principais dados e os cuidados necessários na análise desses casos:

INSS NEGA MAIS BENEFÍCIOS DO QUE CONCEDE NO PRIMEIRO SEMESTRE

De janeiro a junho de 2026, o INSS concedeu 4.239.522 benefícios e indeferiu 4.319.336 pedidos. Com isso, as negativas superaram as concessões em 79.814 decisões no acumulado do semestre.

Enquanto os indeferimentos cresceram 69,8% em relação ao mesmo período de 2025, as concessões avançaram 13,41%.

O maior volume mensal foi registrado em junho, quando 938.180 pedidos foram negados, diante de 792.531 benefícios concedidos.

BENEFÍCIOS POR INCAPACIDADE CONCENTRAM 64% DAS NEGATIVAS

Dos mais de 4,3 milhões de indeferimentos registrados no semestre, 2.762.767 estavam relacionados a benefícios por incapacidade, como o auxílio por incapacidade temporária e a aposentadoria por incapacidade permanente.

A categoria respondeu por aproximadamente 64% de todos os pedidos negados no período. Os outros 1.556.569 indeferimentos envolveram as demais modalidades de benefícios previdenciários.

Para a advocacia, o dado reforça a importância de avaliar não apenas a conclusão da perícia médica, mas também a documentação clínica, a atividade profissional exercida, a qualidade de segurado, a carência e a correta fixação da data de início da incapacidade.

CRESCIMENTO DAS NEGATIVAS NÃO TEM UMA ÚNICA EXPLICAÇÃO

Segundo o Ministério da Previdência Social, um benefício é considerado indeferido quando o pedido foi analisado, mas não foi aceito por não atender aos requisitos legais.

O boletim informa a quantidade de decisões, mas não identifica uma causa específica para o crescimento dos indeferimentos. Por isso, os dados não permitem concluir que as negativas decorreram de um único motivo ou que foram adotadas apenas para reduzir a fila do INSS.

Entre as razões que podem resultar em indeferimento estão:

  • ausência ou insuficiência de documentos;

  • inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS);

  • falta de comprovação do tempo de contribuição;

  • perda da qualidade de segurado;

  • ausência da carência exigida;

  • não reconhecimento da incapacidade para o trabalho;

  • divergências na análise de vínculos, salários ou atividades especiais.

A identificação do fundamento utilizado pelo INSS é indispensável para definir a estratégia adequada para cada segurado.

COMO O ADVOGADO DEVE ANALISAR UM BENEFÍCIO INDEFERIDO?

O primeiro passo é consultar a comunicação da decisão e obter a cópia integral do processo administrativo. A análise deve verificar quais documentos foram apresentados, quais provas foram efetivamente consideradas e se o INSS cumpriu seu dever de orientar o segurado sobre possíveis pendências.

Também é importante confrontar a decisão com o CNIS, documentos contributivos, laudos médicos, formulários de atividade especial e demais provas relacionadas ao benefício solicitado.

A partir desse diagnóstico, o advogado poderá avaliar se o caso exige:

  • apresentação de Recurso Ordinário;

  • cumprimento ou correção de exigências;

  • retificação de informações no CNIS;

  • produção de novas provas;

  • realização de um novo requerimento;

  • ajuizamento de ação previdenciária.

A escolha não deve ser automática. Em determinados casos, o recurso administrativo permite corrigir o indeferimento e preservar os direitos desde a data de entrada do requerimento (DER). Em outros, um novo pedido ou a via judicial podem ser mais adequados.

RECURSO CONTRA O INSS PODE SER APRESENTADO EM ATÉ 30 DIAS

O segurado pode apresentar Recurso Ordinário ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) em até 30 dias após tomar conhecimento da decisão.

O recurso pode ser protocolado pelo Meu INSS e deve apresentar os fundamentos da contestação, acompanhados dos documentos necessários.

Antes do protocolo, porém, é essencial verificar se a documentação disponível é suficiente para afastar o motivo do indeferimento. Uma contestação genérica, sem enfrentar os fundamentos da decisão, pode reduzir as chances de reversão administrativa.

Qual é o principal motivo de indeferimento encontrado no seu escritório?

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Parágrafo único

Um resumo rápido, em apenas um parágrafo, do que mais foi notícia no direito previdenciário nos últimos tempos.

O advogado previdenciarista precisa saber vender?

carreira

Imagem: iStock.

Muitos advogados ainda sentem desconforto quando as palavras venda e advocacia aparecem na mesma frase. 

O receio é compreensível: a atividade jurídica não pode ser tratada como um produto qualquer, nem envolver pressão, promessa de resultado ou captação indevida de clientes.

Isso, porém, não significa que o advogado previdenciarista possa ignorar habilidades comerciais. Afinal, entre analisar um caso e ser contratado, existe uma etapa decisiva: demonstrar ao segurado que compreendeu o problema e apresentar, com clareza, a estratégia jurídica adequada.

Mas até onde vai a venda e onde começa a mercantilização da advocacia?

VENDER NÃO É PRESSIONAR O SEGURADO A CONTRATAR

Na advocacia, vender não deveria significar convencer alguém a contratar um serviço desnecessário. A função do advogado é ajudar o potencial cliente a compreender:

  • qual é o problema previdenciário;

  • quais direitos podem estar envolvidos;

  • que documentos ainda precisam ser apresentados;

  • quais caminhos estão disponíveis;

  • quais são os riscos e as limitações do caso;

  • como será desenvolvido o trabalho jurídico.

Quando essa explicação é bem conduzida, a contratação se torna consequência da confiança transmitida pelo profissional.

Por outro lado, se o segurado termina a consulta sem entender o diagnóstico, os próximos passos ou o valor do serviço, dificilmente terá elementos suficientes para tomar uma decisão, mesmo que o advogado tenha excelente conhecimento técnico.

CONHECIMENTO TÉCNICO NÃO SE COMUNICA SOZINHO

Dominar legislação, cálculos e jurisprudência é indispensável, mas o cliente nem sempre consegue avaliar diretamente essas competências.

Na primeira consulta, ele percebe outros sinais: a qualidade das perguntas, a organização das informações, a clareza das explicações e a segurança com que o profissional diferencia possibilidades de certezas.

Um advogado pode identificar uma ótima tese, mas perder a contratação ao explicar o caso de maneira excessivamente técnica. Também pode elaborar uma estratégia consistente, mas não conseguir demonstrar por que aquela análise exige conhecimento especializado.

A PRIMEIRA CONSULTA TAMBÉM FAZ PARTE DA EXPERIÊNCIA DO CLIENTE

Uma consulta previdenciária eficiente não deve ser improvisada. O advogado precisa conduzir a conversa de modo a reunir as informações necessárias e, ao mesmo tempo, oferecer ao segurado uma visão organizada do caso.

Essa condução pode ser dividida em quatro momentos:

  1. Escuta: compreender a história previdenciária, a necessidade e a expectativa do segurado;

  2. Diagnóstico: identificar documentos, vínculos, contribuições, decisões administrativas e possíveis direitos;

  3. Orientação: apresentar os caminhos disponíveis, com riscos, limitações e próximos passos;

  4. Proposta: explicar o escopo do trabalho, os honorários e as responsabilidades de cada parte.

A apresentação da proposta não precisa ser agressiva. Ela deve deixar claro o que será feito, quais etapas estão incluídas e qual problema o serviço pretende solucionar.

PREVADS AJUDA O ADVOGADO A CONSTRUIR AUTORIDADE 

Saber apresentar o próprio trabalho começa antes da consulta. Uma presença digital organizada permite que o público conheça a atuação do advogado, compreenda temas previdenciários e desenvolva confiança no profissional.

Com o PrevAds, do Previdenciarista, o advogado pode criar imagens a partir de modelos pensados para o Direito Previdenciário, publicar em diferentes redes sociais e agendar diversos conteúdos de uma só vez.

A ferramenta utiliza a IA do próprio Previdenciarista para produzir materiais alinhados à atuação jurídica. Assim, o profissional reduz o bloqueio criativo e consegue manter uma comunicação mais consistente, mesmo nos dias mais corridos do escritório.

Por fim, na advocacia, vender não é fazer promessas: é ser compreendido, transmitir confiança e permanecer presente quando o cliente precisar de orientação.

Qual é sua maior dificuldade na hora de apresentar seus serviços?

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Para fechar a semana, separamos quatro links para informar, refletir e desacelerar. 

✅ CINEMA: estreou ontem (13) A Morte de Robin Hood. No filme, Robin Hood (Hugh Jackman) sobrevive por pouco à batalha que acreditava ser a última.

LIVRO: em Seremos Dados, Marcus Bruzzo questiona as promessas da tecnologia e alerta para o risco de abrirmos mão da imaginação em um mundo orientado por dados.

✅ EQUILÍBRIO: o que é a teoria do apego que viralizou nas redes sociais? Entenda os quatro estilos usados para explicar comportamentos nos relacionamentos. 

✅ BEM-ESTAR: existe uma técnica cognitiva que ajuda a não pensar demais nos problemas.

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